quarta-feira, 16 de maio de 2012

Donde veio a carroça?

                                                          Donde veio a carroça?
                                                            de Frédéric Grieco.

   "Carroça [do italiano, carrozza]: 1. [Antigamente] Coche suntuoso. 2. Carro grosseiro, ordinariamente de tração animal, para transportar cargas; carreta. 3. Carroçada. 4. Pessoa lerda ou vagarosa. 5. [Brasileirismo] Veículo velho; calhambeque. 6. [Brasileirismo, RJ] Freguês que salda os débitos com atraso."
         (Novo dicionário da língua portuguesa; Aurélio Buarque de Holanda Ferreira, 14ª impressão)

        Como pode-se notar, o significado atual da palavra "carroça" é relevantemente distinto daquele usado a priori, proveniente da palavra italiana "carrozza", de uma carruagem suntuosa. Atualmente, tal palavra designa, principalmente, um carro rústico de tração animal, para transportar cargas especialmente no meio rural, e, além disso, ela possui uma conotação pejorativa. Mas a questão é: como essa palavra, que possuia uma "conotação positiva", passou a ter a atual conotação, que pode ser até mesmo pejorativa? Tal palavra, no Brasil, passou a designar um "carro de roça" por uma quase inconsciente e equivocada aglutinação dessa expressão, que, com o tempo, passou a ter também uma conotação pejorativa pelo fato de, nos últimos séculos, o meio rural sofrer com preconceitos e inferiorizações por parte do meio urbano?  Ou tal mudança de significação deve-se, simplesmente, pelo fato da carroça de antigamente ("carrozza") ter sobrevivido e se adaptado, com o decorrer do tempo, somente no meio rural?

 

quinta-feira, 10 de maio de 2012

Calendário de maio/2012 - Morfologia
Turma A

15 e 17:  não haverá aula - Etapa de Estudos em Terras Indígenas
22:         aula normal
24:          não haverá aula - Feriado: Padroeira de Goiânia
29 e 31: aula normal, até que alguém informe o contrário.


Turma B


14 e 17:  não haverá aula - Etapa de Estudos em Terras Indígenas
21:         aula normal
24:          não haverá aula - Feriado: Padroeira de Goiânia
28:         não haverá aula - Segunda Fase do Vestibular: prédio requisitado pelo Centro de Seleção
31:         aula normal, até que alguém informe o contrário.


Aproveitem o tempo sem aula para finalizarem as atividades já encaminhadas e preparem os seminários. Poucas pessoas me entregaram as propostas de seminário. 





Calendário de junho/2012 - Morfologia
Turma A

5:        aula normal
7:        não haverá aula - Feriado de Corpus Christi
12:      aula normal, apesar de ser o Dia dos Namorados
14:      Evento importante na Faculdade de Letras (será considerado como aula):                 http://eventos.ufg.br/SIEC/portalproec/sites/gerar_site.php?ID_SITE=5381


19, 21, 26 e 28: aula normal, até que alguém informe o contrário. 
PERÍODO DE 19-28 RESERVADO PARA OS SEMINÁRIOS


Turma B


4:        aula normal
7:        não haverá aula - Feriado de Corpus Christi
11:      aula normal

14:      Evento importante na Faculdade de Letras (será considerado como aula):                 http://eventos.ufg.br/SIEC/portalproec/sites/gerar_site.php?ID_SITE=5381
18, 21, 25 e 28: aula normal, até que alguém informe o contrário.
PERÍODO DE 18-28 RESERVADO PARA OS SEMINÁRIOS

sexta-feira, 27 de abril de 2012

Motim das Letras: É duro ser cabra na Etiópia

Galerinha, veja como nosso amigo Dário tá ficando chic e virando celebridade! Bjssss
Motim das Letras: É duro ser cabra na Etiópia: imagem: Ana L Spinetti
Motim no novo livro de Maitê Proença.  Veja mais   aqui   e  aqui


O que houve com nosso blog, morreu???? Kd os posts????
Entrem e comentem também no blog (http://integracaonomercosul.blogspot.com.br/

terça-feira, 17 de abril de 2012

Motim das Letras: Destino

Motim das Letras: Destino: Afora a manada que muge e pasta, meninos transpiram poesia, meninas tocam guitarras, ciberativistas defrontam o poder e  as suas patas. O d...


Leiam o texto "Destino", de Dário Álvares (para saber mais sobre o autor e seu "destino", sigam o destino do "Motim das Letras".
Discutam a diferença entre sílaba e morfema e indiquem quais são os morfemas fundamentais  para a construção do sentido do texto, como um todo.
Discuta sobre a seleção lexical feita pelo autor. Por que ele escolheu essas palavras e as combinou como combinou?
Comentem sobre o texto, entendendo-o como uma enunciação viva e dialógica.


NA CURVA

S de simbólico
S de sangue
S de sopro
S de curva do S

Uma letra ou uma sina?
Uma fala ou uma rima?

Com quantas letras se escreve sorte?
Com quantas letras se escreve morte?
Com quantas letras se escreve norte?

S de Sim.
Sim-bólico ser gente morta
numa estrada torta.

Observem bem como a autora joga com os contrastes entre os símbolos: os sons e as letras, as sílabas e os morfemas. Vejam como ela cria contrastes sem estabelecer propriamente oposições. Discuta esses recursos e os sentidos que eles ajudam a construir.

sexta-feira, 13 de abril de 2012

INTEGRAÇÃO NO MERCOSUL

Caras e caros, dando continuidade àquela pesquisa sobre a integração no mercosul, convido-os a entrar no blog  http://integracaonomercosul.blogspot.com.br/, para assistir ao vídeo do Lula falando sobre a Unasul e, em seguida, postar um comentário sobre o pronunciamento do então presidente Lula.

Obrigada.

Abraços.

quarta-feira, 11 de abril de 2012

OBIAH NOTÍCIAS INFORMA



 IV SIMELP  
SIMPÓSIO MUNDIAL DE ESTUDOS DE LÍNGUA PORTUGUESA


TEMA "PORTUGUÊS: VENCENDO FRONTEIRAS E UNINDO CULTURAS"


UNIVERSIDADE FEDERAL DE GOIÁS
FACULDADE DE LETRAS
GOIÂNIA-GOIÁS-BRASIL 02-05 DE JULHO DE 2013





Em breve, primeira circular.

sábado, 10 de dezembro de 2011

Muito difícil tornar
a letra o em letra a.
Re- escrevê-la, lá...

Mudar, trocar, recriar
o que errado escrito está.
Perseguir aquele sonho destruido,
Recuperar o partido.
Meu coração fendido.

segunda-feira, 5 de dezembro de 2011

reinações de narizinha (o retorna da presidenta - parte IX)


Trago a vocês, o renovar da discussão sobre "PRESIDENTE x PRESIDENTA", que tanto tem polemizado nossas aulas! Este texto eu encontrei na Revista Língua, Nº 72.
"A novela Fina Estampa, da rede Globo, materializou na ficção a maneira desconfortável com que o brasileiro parece lidar com a representação linguística da mulher contemporânea. A portuguesa Griselda Pereira (interpretada por Lília Cabral) é uma trabalhadora séria. Encanadora e eletricista, é uma batalhadora chefe de família, faz-tudo engajada em profissões que a trama de Aguinaldo Silva se empenha em tomar por masculinas. A caracterização da personagem segue à risca a masculinização das atividades que abraçou: despida de vaidade, Griselda tem apelido de homem (Pereirão), veste-se de forma desleixada, fala grosso. Age estereotipadamente segundo esse modelo "Pereirão": as palavras que definem seu gênero serão também elas masculinizadas."

"A representação caricatural da telenovela das nove - a atividade masculina masculiniza - segue a mesma hesitação dos dicionários brasileiros em incorporar os gêneros femininos a palavras que, por um tempo já remoto, foram relacionadas a atividades masculinas. Somente neste século 21, os elaboradores de dicionários de língua portuguesa tomaram ciência de que as mulheres ao longo dos anos têm conquistado cada vez mais espaço na sociedade brasileira. No passado não tão remoto não havia "arquitetas", "engenheiras", "advogadas" ou "médicas" atuando no país. O Brasil mudou radicalmente porque hoje em dia temos "senadoras", "deputadas", "vereadoras", "prefeitas", e uma "presidente", ou "presidenta"."