quarta-feira, 28 de setembro de 2011

Palavras aladas


palavra é como beija-flor ou borboleta... sai pelos ares beijando flores colhendo seivas espalhando pólen sacudindo orvalhos seguem... escreveu meu amigo poeta que de stil ar goteja do latim ao português... destila pinga pinga... goteja got got got, gota a gota, gota por gota, até destilar lá na roça ou cá na cidade... e aí palavras dão cambalhotas no tempo cortam fronteiras se vestem e se revestem e perpetuam a história... por amor de se transforma em pramode ou simplesmente mode... essas danadas cruzam os mares de nau nao nave navio atravessam o rio em barcos e embarcam em aviões nauegando os ares... sobem morro descem serra diacavalo ou diapé até capotar na terra... tentando se alembrar de como a carne muquenhar e fazer paçoca... soca soca soca....

quarta-feira, 21 de setembro de 2011

“‘CÊ-DÊ-EFES’, VENHAM PARA FORA!”

João, “o discípulo amado”, como o Mestre costumava chamá-lo, deixou registrado em seu Evangelho o milagre da ressurreição de Lázaro, realizado por Jesus Cristo em Betânia. “Lázaro, vem para fora!” (Evangelho de João. Cap. 11. Vers. 43). Com esta frase, Cristo trouxe à vida seu amigo, que jazia há quatro dias.

Parafraseando este chamamento de Jesus, conclamamos com fé inabalável que os “cê-dê-efes” ressurjam, ou que, pelo menos, os remanescentes não se envergonhem de serem alcunhados de “inteligentes” ou “exemplares”.

Outrora, os estudiosos da Psicopedagogia identificaram que algumas pechas, que eram atribuídas a alunos que apresentavam indisciplina para os estudos e no ambiente escolar, como: “burros”, “tapados”, “terríveis”... eram totalmente prejudiciais ao desenvolvimento e recuperação da “autoestima estudantil”. Embora haja controvérsias, a maioria dos educadores concorda com esta tese.

É sabido que, via de regra, os alunos desinteressados e indisciplinados, são extremamente criativos no que diz respeito a desanimar, ofender, enfim, promover ações de bullying contra os “cê-dê-efes”. O que é grave e inadmissível. Porém, há algo mais apocalíptico. Como diz um amigo meu: “se a coisa tá ruim, calma, porque vai ficar pior.”

Um fenômeno (in)esperado já ocorre no ambiente escolar, em maior escala, evidentemente, nos países desenvolvidos: alunos tidos como exemplares têm declarado que não há: “Nada mais brega do que bancar o inteligente”, conforme afirmou um aluno referencial inglês ao seu mestre. Para muitos ser inteligente é possuir uma personalidade sem graça, ser chato, o queridinho dos professores e outras coisas que não podem ser escritas aqui. Catedráticos da Inglaterra estudam este comportamento há algum tempo e identificam que ele fica cada vez mais comum, beirando ao natural.

Para potencializar o caos e alcançarmos cento e oitenta graus de mudança, estes estudos notaram que, muitos destes alunos passam de vítimas a algozes – de sofredores para praticantes de bullying. Acreditem em meu amigo agora?

Transformar esta realidade implica em vencer a dois gigantes univitelinos:

Por um lado, deparamo-nos com um Golias, a multiplicação dos desejos por meio de propagandas fantásticas e inerentes a uma sociedade de consumo. Tais desejos desmedidos possuem um veneno muito poderoso, capaz de tomar todo o sistema neurológico rapidamente. Paralisa a sensatez no indivíduo, fazendo-o perder a noção de que as coisas são fruto de um processo, obedecem à Lei da Semeadura e de que é preciso disciplina e espírito ávido, como o de um discípulo, para se obter a plenitude dos desejos.

Por outro, o “Mito da instantaneidade” levanta-se como fortaleza na mente dos incautos, fazendo-os ter por verdade que a qualquer momento, seja por esperteza, sorte, força, beleza, palhaçada ou graça, obterão o que desejam. Esquecem-se de que tudo o que é feito instantaneamente é mágica, ilusão, algo volátil.

Na tentativa de não causarem trauma em alunos que não obtêm êxito em atividades ou provas, há professores que evitam a correção à caneta vermelha, bem como trocam expressão como: “fracasso escolar” por “sucesso adiado”. O que já é uma controvérsia. Mas, seguindo a filosofia do meu amigo, agora é posto à nossa frente o maior paradoxo de todos os tempos: como tratar alunos inteligentes e exemplares, de modo a não estigmatizá-los? Deveremos evitar chamar de “inteligentes” aos inteligentes e de “exemplares” aos exemplares? Pois já tem sido este o paliativo ministrado por educadores ingleses.

Estamos na iminência de uma época que vou denominar de “Era da igualdade plena – o apocalipse chegou” (se é que já não a alcançamos). A busca frenética por um tratamento igual a desiguais levar-nos-á a uma implosão educacional, uma vez que à inversão de valores já chegamos.

Aos que possuem uma funda, algumas pedras e boa mira, mas, sobretudo fé para ressuscitar mortos, sejam bem vindos ao combate!

Isaias Martins

segunda-feira, 19 de setembro de 2011

Poeminha quântico



Web não tem ressaca e traga a vida dos navegadores
A onda não transporta matéria e leva os corpos pra margem
A água é mais densa que o ar e penetra o ar
A água desagrega as partículas do ar e promove a união atmosférica
A poeira cósmica não é poluente e causa alergia
O espaço não é infinito e não tem fim
A estrela morta continua a existir
Porque luz é vida

OBIAH: Web

OBIAH: Web: A viúva negra trança seus fios em logarítmus e álgebras codificando fórmulas de esperança. A mosca c...

quarta-feira, 14 de setembro de 2011

segunda-feira, 12 de setembro de 2011

Indeterminação do sujeito






O que todos vemos é aluga-se apartamentos, sintaxe correspondente ao uso espontâneo da língua e de grande eficiência comunicativa. É uma forma aceita socialmente, mas não gramaticalmente. A gramática normativa recomenda que o verbo aí vá para o plural para concordar com seu sujeito, que é “apartamentos”. O uso popular é este: "conserta-se relógios, aluga-se quartos, faz-se chaves, vende-se lotes, forra-se botões, pinta-se muros, lava-se roupas" – isso porque as pessoas sentem a construção como ativa, com um sujeito ativo (alguém faz, a gente faz), e não com um sujeito passivo. Neste caso, para se entender que o sujeito de vender é casas ou lotes, é preciso pensar a frase na voz passiva com auxiliar: casas são vendidas, botões são forrados, quartos são alugados, roupas são lavadas...
Exemplos:
  • No dia 12 passado expediram-se os ofícios de nº 550 e 551.
  • Evitaram-se, dessa maneira, as injustiças que por muitos anos se fizeram presentes.
  • Vendem-se casas.
  • Consomem-se produtos transgênicos sem se saber se haverá danos à saúde.
Os verbos transitivos diretos com se estão na voz passiva [vende-se = é vendido]. São transitivos diretos aqueles verbos que se ligam diretamente ao seu complemento, ou seja, sem a intermediação de uma preposição como de, a, para, com, e somente eles podem ser transformados em voz passiva, caso em que seu complemento – o objeto direto – se torna o sujeito da passiva construída com o verbo auxiliar ser + particípio, e o seu sujeito se torna o agente da passiva.
Já no caso de "PRECISA-SE de operários”, temos a presença da preposição “de” Isso é uma indicação de que a partícula “se” é indeterminadora do sujeito. Neste caso, a partícula “SE” tem a função de tornar o sujeito indeterminado. Quando isso ocorre, o verbo permanece obrigatoriamente no singular: “Necessita-se de profissionais competentes”; “Acredita-se em discos voadores”; “Aspira-se a grandes vitórias”.

Nos casos com verbo transitivo indireto, em que o verbo exige complemento com preposição, o complemento é o objeto indireto e o verbo não vai para o plural.
Exemplos:
· Precisa-se de balconistas
· Morre-se de fome na África
· Assim, acaba-se com os intermediários.